Resident Evil Requiem acelera transição digital em meio a polêmicas sobre fim dos discos da Sony
Dados globais revelam que mercados da Europa e Ásia ainda resistem ao formato estritamente virtual apesar da nova estratégia da Capcom.

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PRA RESUMIR
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A Capcom celebrou recentemente o desempenho comercial de Resident Evil Requiem, destacando que a grande maioria de suas vendas ocorreu no formato digital. No entanto, análises detalhadas da Ampere Analytics, trazidas por Christopher Dring, cofundador do The Game Business, revelam que a transição para o mercado puramente virtual não é uniforme ao redor do mundo. Enquanto nos Estados Unidos apenas 22% dos jogadores optaram pela versão física, o cenário muda drasticamente em outros países.
Na França, por exemplo, mais de 55% das cópias vendidas de Resident Evil Requiem foram em disco. O Japão segue uma tendência similar com 51%, enquanto Austrália (43%) e Reino Unido (40%) mostram uma divisão mais equilibrada. Esses dados reforçam que a infraestrutura e o comportamento do consumidor variam muito entre as regiões, desafiando a ideia de uma digitalização total imediata.
Durante uma sessão de perguntas e respostas em seu último relatório financeiro, a Capcom revelou que 90% de suas vendas unitárias totais já são digitais. Por esse motivo, a desenvolvedora não acredita que seu modelo de negócios sofrerá um impacto significativo com a decisão da Sony de encerrar a produção de discos para PlayStation em janeiro de 2028. Segundo a CFO da Sony, Lin Tao, a medida é reflexo de uma evolução natural do consumo de conteúdo global.
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O impacto de Resident Evil Requiem também foi sentido no catálogo antigo da empresa. A Capcom observou um pico de interesse nos remakes de Resident Evil 2, 3 e 4, criando o que chamam de "ciclo virtuoso", onde novos jogadores conhecem a franquia e consomem títulos anteriores. O próximo grande passo dessa estratégia será o lançamento de Resident Evil Veronica, que deve expandir ainda mais a base de fãs.
Entretanto, a postura da Sony em relação ao fim da mídia física enfrenta resistência jurídica e pública. Processos por violações antitruste e preocupações com a destruição do mercado de jogos usados ganharam força em 2026. Críticos argumentam que, ao controlar 100% da distribuição, a dona do PlayStation — que já retém 30% de cada venda digital — terá um poder de precificação sem precedentes sobre os consumidores.
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