ARC Raiders abandona barras de saúde para forçar você a "ler o mundo"

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Fundador da Embark Studios, Stefan Strandberg, explica por que o shooter se livrou dos elementos de HUD mais comuns para confiar na intuição e no feedback físico do jogador.

PRA RESUMIR

  • ARC Raiders eliminou barras de saúde inimigas e números de dano do HUD intencionalmente, buscando proteger a imersão e forçar o jogador a "ler o mundo" e o feedback de combate.

  • O diretor Stefan Strandberg justificou a decisão afirmando que elementos como fumaça, faíscas, armaduras quebradas e danos persistentes já comunicam o que é necessário, e que HUDs numéricos transformam a experiência em uma "planilha Excel de um jogo".

  • A filosofia da Embark Studios é confiar na intuição e observação do jogador, tratando a legibilidade como um problema de craftsmanship dentro do mundo 3D do jogo, e não como uma sobreposição redundante.

O shooter de extração ARC Raiders está desafiando as convenções do gênero ao eliminar intencionalmente elementos básicos da interface do usuário (HUD), como barras de saúde inimigas e números de dano. O fundador e diretor de criação da Embark Studios, Stefan Strandberg, revelou que a decisão foi tomada para proteger a imersão e levar os jogadores a "ler o mundo", em vez da tela.

Strandberg explicou ao GamesRadar que versões anteriores até incluíam esses elementos, mas a equipe percebeu que isso era redundante. A filosofia da Embark é que, em um espaço ricamente simulado, o feedback do atirador já comunica tudo o que é necessário:

"Nosso jogo tem propriedades físicas e estamos construindo mundos tridimensionais realmente imersivos... Há tantas pistas no som, nos efeitos visuais, em tudo... Se você colocar um número de dano no topo, ou uma barra de saúde, isso é redundante. Agora você está jogando a planilha Excel de um jogo!"

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A Embark optou por "confiar mais nos jogadores" para que a intuição e a observação substituíssem as sobreposições oniscientes. Os sinais de dano — fumaça, faíscas, armaduras quebradas e danos persistentes nas máquinas — funcionam como a legibilidade do jogo, um problema de craftsmanship no mundo, e não uma simples lista de checkboxes de interface.

Embora essa abordagem possa não agradar aos jogadores que buscam min-maxing com números exatos, a estratégia é coerente: ensinar com cicatrizes e faíscas, não com dígitos. Se os sinais visuais e sonoros permanecerem claros sob a adrenalina do combate, a filosofia da Embark de mínimo HUD poderá se tornar um novo ponto de referência para shooters focados em imersão.

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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
Web Designer, apaixonado por tecnologia e gamer orgulhoso de acompanhar todas as gerações e seus grandes títulos.
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