Game Science evita IA generativa em Black Myth Zhong Kui
Diretor de arte Yang Qi defende o uso de métodos tradicionais para preservar a identidade visual única do sucessor de Wukong.

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PRA RESUMIR
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Em meio ao intenso debate sobre a automação no desenvolvimento de jogos em 2026, a Game Science decidiu tomar um caminho mais artesanal. Yang Qi, cofundador e diretor de arte do estúdio responsável pelo fenômeno Black Myth: Wukong, revelou que a equipe está evitando o uso de IA generativa na produção de assets e no design de Black Myth: Zhong Kui. A declaração foi feita na rede social chinesa Weibo, onde o executivo afirmou que o time prefere confiar em seus próprios métodos de criação.
Embora não seja radicalmente contra a tecnologia, Yang Qi destacou que a Game Science não tem pressa em adotar ferramentas que possam comprometer a visão artística detalhista que se tornou sua marca registrada. Segundo ele, o estúdio prefere "manter sua posição até o fim" em vez de correr para pegar o próximo trem da automação. Essa filosofia de desenvolvimento foca na qualidade tangível, algo que os fãs aprenderam a esperar após a excelência visual entregue na jornada de Sun Wukong.
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O novo título, Black Myth: Zhong Kui, foi anunciado oficialmente no ano passado e foca no lendário caçador de demônios e exorcista do folclore chinês. Recentemente, em fevereiro, o estúdio celebrou o Ano do Cavalo (2026) com um vídeo especial que, embora não trouxesse gameplay, reforçou o tom mitológico da obra. O CEO da empresa, Feng Ji, explicou que a escolha por um novo jogo completo, em vez de apenas conteúdos adicionais para o primeiro título, nasceu de uma necessidade de renovação criativa e do medo de se sentir preso a um único projeto por décadas.
Essa abordagem de "mãos humanas" coloca a Game Science em um espectro oposto ao de gigantes da indústria. No último mês, a Sony e a liderança da PlayStation confirmaram que seus estúdios internos, como a Naughty Dog, já utilizam IA para acelerar iterações e remover tarefas repetitivas, como a criação de modelos de cabelo e vozes sintetizadas para testes iniciais. Para a Sony, a tecnologia é um amplificador de produtividade, enquanto para o estúdio chinês, o foco permanece no processo manual como garantia de autenticidade cultural.
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