Diretor da Arkane Lyon explica por que Crimson Desert quebra as regras do mundo aberto
Para Dinga Bakaba, o segredo do sucesso da Pearl Abyss está em "carregar o jogo" com sistemas complexos antes de revelar a verdadeira imersão.

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PRA RESUMIR
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Enquanto a recepção crítica de Crimson Desert dividiu opiniões, o público parece hipnotizado pelo vasto mundo de Pywel. Dinga Bakaba, diretor de estúdio na Arkane Lyon, acredita que o trunfo do jogo reside em sua estrutura incomum: ele funciona de forma oposta à maioria dos títulos do gênero. Segundo Bakaba, enquanto outros jogos entregam o "encantamento" logo de cara e deixam as engrenagens mecânicas aparecerem depois, Crimson Desert expõe sua complexidade técnica e sistemas de controle logo nas primeiras horas.
Essa abordagem, que Bakaba compara à experiência de um jogo de tabuleiro, força o jogador a aceitar as regras e a "jogabilidade bruta" antes de entrar no que ele chama de círculo mágico. Uma vez que o jogador se acostuma com os sistemas "robustos" e as inspirações do game, a imersão torna-se inabalável.
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O diretor elogiou a forma como o título introduz novas mecânicas de forma constante e cadenciada, recompensando quem investe tempo com interações sistêmicas profundas e o que ele chama de "diversão estúpida inteligentemente projetada".
Lançado em meados de março para PC, PS5 e Xbox Series X/S, Crimson Desert já superou a marca de 4 milhões de cópias vendidas. Para Bakaba, o jogo é um sopro de ar fresco em uma era de consumo rápido, justamente por não ter medo de apresentar fricção ao jogador. O suporte contínuo da Pearl Abyss, que tem lançado atualizações frequentes para ajustar os pontos críticos apontados pela comunidade, consolidou o título como uma jornada pessoal e recompensadora que desafia os padrões da indústria AAA.
... you start with the gameyness front loaded: the inspirations, the controls, the systems: it's almost all you see. But after a while all this takes the back seat: magic kicks in and doesn't disappear because you have already accepted the rules/constitutive elements...
— Dinga Bakaba 451 (@DBakaba) March 30, 2026
... it keeps on introducing new things, giving more significance to systems and making them interact with each other. It doesn't hurt that most of them are "meaty" and realized diegetically, and that there is also some tonal liberties with some (smartly engineered) stupid fun...
— Dinga Bakaba 451 (@DBakaba) March 30, 2026
... This coalesces in an singular player journey from game to magic to discovery that might be why so many find investing time in it rewarding and "personal". In a time of fast consumption, a game that is sticky because it has friction, and not because it's smiley feels amazing.
— Dinga Bakaba 451 (@DBakaba) March 30, 2026
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Marcos Paulo I. Oliveira
MPIlhaOliveira
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